terça-feira, 29 de maio de 2007

30 de Maio - Greve Geral!

Pela greve!
Pelo direito a ela e ao seu exercício, como forma de pressionar o empregador a prescindir uma parte dos seus lucros para melhorar as condições de vida ou o simples poder de compra dos seus assalariados.
Claro que ela só funciona se houver solidariedade entre todos, e funcionaria melhor ainda se a comunicação social não insistisse em chamar greves a meras paralizações temporárias - até os sindicatos já o fazem (ai, idos dos anos 60 e 70, de que já ninguém se lembra...!).
Aos que estão por conta própria, a menos que tenham problemas de esquiziofrenia do tipo "Olívia Patroa e Olívia Empregada", o assunto torna-se mais claro: as despesas com salários e condições são investimentos a longo prazo, que a todos irá beneficiar, pois fará crescer a economia.
Historicamente, já se exagerou para os dois lados: com ambas as partes exigindo preços demasiado altos ou demasiado baixos, conforme se trate do patrão ou do proletário. Os estratos sociais baixos não têm nada mais para vender senão a sua força de trabalho, já o explicou Marx, por isso, como qualquer comerciante, têem o direito de pedir o preço que acharem justo. É certo que as condições de mercado nem sempre permitem obter o proveito que achamos justo - mas prescindir de parte dos ganhos em prole do bem de todos, incluindo nós próprios (e com despesas não só salariais, mas também, já agora, ecológicas), penso que deve ser a atitude mais lógica e racional de cada uma das partes.
Trasladando a visão macro-económica para a micro: até o dono de uma quinta de animais sabe que se não der as melhores condições possíveis aos seus animais eles farão "greve" (nem precisam!), e os produtos finais não terão qualidade, baixando também os lucros. Não é chantagem - é a natureza das coisas.
Já o ser humano tem de fincar o pé, e fazer valer a sua posição.
Desde os primórdios da revolução industrial que os estratos sociais baixos se tentam libertar duma escravatura do trabalho que não dignifica, não compensa, não gratifica e quantas vezes, mal dá para alimentar a prole. Entretanto as condições melhoraram e a burguesia (entenda-se: o estrato social médio, desde o remediado ao abastado), cresceu e contribuiu para o crescimento económico alargado, a nível mundial. É esta visão "macro" que há que ter. Os grandes lucros a curto prazo, não beneficiam ninguém, nem o próprio"dono" do lucro, a médio e longo prazo.
Algures entre o ano 2500 e 5100, prevejo que a burguesia abranja 99% da sociedade, possa trabalhar 9/10 meses por ano, 3/4 dias por semana, 3/5 horas por dia, e ganhar o suficiente para consumir e desfrutar gastando milhares de unidades monetárias em despesas de lazer - as necessidades básicas estarão, é claro, mais do que asseguradas para a maioria da população mundial!
Até lá, a "maria patroa" e a "maria empregada" continuarão a degladiar-se - e a ter de negociar - por melhores condições para todos.
É hora de Greve? Faça-se Greve!

Ass.: Carlinhos Auto-Patrão
(Pré-aviso: amanhã não haverá posts novos nos blogs!)

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