sábado, 20 de dezembro de 2008

Tenham um Feliz Natalinho, sim?

Crise, crise, crise e mais crise...mais pra uns de que pra outros...!
Com maior ou menor dificuldade, lá vamos arrastando os ossos e a existência, por mais uma estação, mais um milénio, mais um decénio, mais um ano.
Mudar o que está mal, preservar o que está bem, reconhecer a diferença.
A tarefa incumbida, realizá-la o melhor possível.
Com alegria, ótimismo e esperança no futuro. Nada mais nos resta.
Para muitos, um grande e festivo e esfusiante Natal e festejos anexos, não fará muito sentido.
Mas mesmo com os problemas todos do mundo, e todas as estaladas da vida, tenham todos um Feliz Natalinho, sim?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Acção de Graças

Os americanos têm por tradição festejar o "Thanksgiving" como uma festa de feriado nacional, que junta mais as famílias separadas pela distância, do que o Natal.
É certo que uns têm mais razões para se sentirem gratos do que outros, mesmo que não olhem para a casa do vizinho.
Mas acho boa prática pararmos de vez em quando, "count your blessings" ("inventariar as bençãos"), apreciar o que há de bom, e agradecer, nem que seja a vida.
Juntê-mo-nos aos sobrinhos do "Tio Sam" e dêmos graças, não porque as rosas têm espinhos, mas porque os espinhos têm rosas.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Obama, ó que linda bama!

Deixei de há muito de acreditar em qualquer político.
("Ai o sr. é político? Acaba de descer 10 pontos na minha consideração!")
Poderão haver alguns mais competentes do que a maioria, na tarefa que reconheço difícil, de governar um país, seja ele qual fôr, quanto mais com as dimensões dos Estados Unidos.
Muitos não lhe dão qualquer chance e já o condenaram.
A maioria parece achar que agora é que vai ser!
Eu dou-lhe o benefício da dúvida, mas tem que provar pelas acções, porque "parole"...leva-as o vento!
Pode ser que me engane, e se me enganar fico contente; mas acho que ainda não é desta!

@ "Si hay gobierno, yo soy contra!"

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Folhas ao vento

Lembram-se do Live8? Esta actuação conjunta em palco, de Dido e Youssou N'Dour, cantando "7 Seconds Away" voltou-me com o vento, pedindo para ser divulgada e/ou relembrada. Eis o que saiu! (Não funciona com Mozilla FireFox 3)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Novos Projectos

Então, Setembro acabou e ninguém me dizia nada!
Depois do defeso, preparam-se projectos para o novo ano de actividade.
A "Publicações PK" prepara-se para atravessar uma nova fase de crescimento.
Como "artista emérito" da PK, irei dando notícias sobre essa fase, neste meu blog.
Crise? Qual crise? Só se fôr de crescimento!
Aos que protestam, resmungam e refilam, digo-lhes o que dizia Carlos Paião:
"Tá calado, pá, tá calado, pá!
Não percebes nada dingrícla!
Tá calado, pá, tá calado, pá!
Refilar faz mal à vesícla!"
Claro que ele o que queria era falar, e eu também não quero se calem!
Mas não digam mal. Também há coisas boas. Ainda. Por enquanto. Até ver.
Não vejam só os espinhos que a rosa tem, vejam também a rosa que os espinhos têm...!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

sábado, 30 de agosto de 2008

3 de Setembro: Dia Internacional Contra a Chacina de Golfinhos


"Mãe, os seres humanos são amigos dos golfinhos?"
"Sim filho, são inteligentes como nós, gostam de nos ajudar e nós ajudamo-los a eles..."
"Mãe, estão nos a empurrar para esta baía..."
"Deve ser mais uma brincadeira deles..."
"Mãe, a àgua está a ficar vermelha...porque nos arpoam?"
"Foge!"
"É tarde! Que lhes fizemos de mal?"





terça-feira, 26 de agosto de 2008

Tradições...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Boicote Pequim 2008!




sábado, 26 de julho de 2008

Arte sim, morte não!

Lembro-me das explicações do meu avô, que pacientemente instilava em mim o entusiasmo pela festa. Há de facto algo de belo e artístico, quando cavaleiro cavalo e touro encetam um diálogo de desafio, carga, simulação e contra-carga, num todo harmonioso que lembra uma dança, ensaiada mas espontânea, pois sempre há um passo imprevisto, um golpe de vento, uma força mal medida, que graciosamente se corrige.
Sempre achei serem sentimentos nobres os evocados pela festa brava, pois a valentia de um homem (ou mulher) se sobrepunha com valor e mestría às investidas de um animal nobre que arremessa sobre quem ouse desafiá-lo, toda a fúria da Natureza. Era de facto uma Arte!
Hoje em dia já não é bem assim. Poderá ter sido assim durante mais de dois mil anos. (Se fôr certa a teoria de que a origem provém dos circos romanos.) Mas hoje em dia, a força corrosiva do dinheiro, corrompeu a festa. Os touros são torturados e humilhados desnecessáriamente, antes, durante e depois da degradante festa, sobretudo na vizinha Espanha.
Entusiasmar-se e gritar "vivas" ao sofrimento e tortura de um animal (como de qualquer ser) é voltar atrás na civilização. "Em nome da Arte não vale tudo!"
Envisiono uma festa taurina sem ferros, sem sangue, sem sofrimento, onde a luta entre homem e animal seja justa e nobre para ambas as partes, vencido e vencedor, qualquer que deles seja.
Talvez um festival de pegas à portuguesa, com competição entre as associações de forcados.
Numa pega as forças estão mais equilibradas, sendo as chances dadas ao touro bem maiores.
Mas isso são sonhos "românticos", como diz um amigo meu.

Tal como estão as coisas agora, sobretudo em Espanha onde para além da tradicional tourada, outras "tradições" de tortura ao touro são levadas a cabo todos os anos, não devem, não podem continuar.
Assinem a petição a Zapatero, por algum lado se tem que começar:

http://www.petitiononline.com/ea6gk6/petition.html

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ao encontro do que emerge

" (...) as crises vêm-se aprofundando nas suas múltiplas e interligadas frentes (ecológica, social, económica e financeira, política, cultural, espiritual). Os seus efeitos tocam negativamente o quotidiano da vida de pessoas e povos inteiros, deixando traços de amargura e desconforto, quando não sementes de raiva e de ódio, prontos a explodir ao primeiro sopro.
Começa a esboçar-se um novo paradigma.
(...)
É a hora de procurar alianças e cumplicidades com quem já está desperto para construir, em conjunto, projectos alternativos: Projectos de empresa, de banco, de escola, de comunidade e de família, de serviço comunitário, de solidariedade com povos longínquos, de defesa empenhada de causas mundiais. "

- Manuela Silva - in "Fundação Betânia" - Junho/2008

Texto Integral

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Quando assassinos governam um país...

Sem mais comentários...

terça-feira, 20 de maio de 2008

Chelsea Flower Show

Evento social de topo dos "socialites" londrinos, mostrando uma economia "florescente", apesar da "crise (qual crise?)"... (in BBC News Europe -20/05/2008)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

As Ondinas


Na praia tranquila murmuram sonoras
As ondas do mar.
E, ao doce das águas murmúrio palreiro,
Na areia dormita gentil cavaleiro
Á luz do luar.

As belas ondinas emergem das grutas
De vivo coral,
Acorrem ligeiras, e apontam, sorrindo,
O moço que julgam deveras dormindo
No argento areal.

Vem esta, e perpassa do gorro nas plumas
As mãos de cetim.
E aquela, com gesto divino, gracioso,
Nos ares levanta do jovem formoso
O áureo telim

Ess’outra, que lavas, que fogo não vibram
Seus olhos de anil!
Debruça-se e arranca-lhe a rútila espada,
Nos copos brilhantes se apoia azougada,
Travessa e gentil.

A quarta, saltando, retouça, lasciva,
Do moço em redor;
Suspira mansinho, de manso murmura:
“Pudesse eu em vida gozar a ventura
Do teu fino amor!”

A quinta rebeija-lhe as mãos, enlevada
Num sonho feliz,
E a sexta, com trémula e doce esquivança,
Perfuma-lhe a boca, formosa criança!
Com beijos subtis...

E o moço, fingindo que dorme tranquilo,
Não quer acordar.
E deixa que o abracem as belas Ondinas,
E lânguido goza carícias divinas
Á luz do luar...

- Gonçalves Crespo (1846-1883)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

"No lo mataste!"

Xicotepec de Juarez, estado de Puebla, México.
Por razões insondáveis e irrelevantes, uma patrulha da polícia local, dedica-se à tarefa de passar um jeep por cima dum cão, atado pelas patas.
Objectivo: matar o animal, como se pode ouvir no video, o guarda reclamar com o seu companheiro, pelo trabalho incompleto - "No lo mataste!"
Os seres humanos ganharam voz, e é hoje em dia, difícil matar um ser humano a sangue-frio, impunemente.
Os animais não. É fácil matá-los impunemente. Veja o video (se tiver estômago para isso) e assine a petição para que a lei seja aplicada e estes guardas "exemplares", sejam exemplarmente punidos.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Um Anjo subiu ao Céu

Pessoas há que, por muito negra que seja a situação, conseguem sempre ver o lado humorado das coisas: são como anjos da alegria, felizes na sua missão de nos dar ânimo, nem que seja fazendo uso da imaginação e da fantasia. Minha Mãe era uma dessas pessoas. Confrontada com um cenário que poderia ser paradisíaco se não fosse de guerra, meteu as mãos à obra para "animar as hostes" e através da sua veia artística, deixou a sua marca na vida dos que defendiam as cores de Portugal (esse era o seu único móbil: cumprir o dever, defendendo a Pátria), na guerra de guerrilha contra a Frelimo, no norte de Moçambique, nas margens do Lago Niassa, em 1968. Quem por lá passou desde esse ano até 1974, conhece por certo este poster:


O seguinte texto foi publicado por baixo desta reprodução, na Revista da Armada nº 377 de Julho de 2004:
"Este belo cartaz elucida perfeitamente o engenho e a disposição dos muitos que, durante a guerra do Ultramar, serviram ou acompanharam a Marinha no Lago Niassa, em Moçambique.
Apesar das muitas amarguras decorrentes dos sacrifícios exigidos pelo isolamento das longas comissões e pela condição da guerra, também o bem humorado ambiente da família naval em Metangula, aqui e deste modo evidenciado, contribuía para a elevação do moral do pessoal, sempre apoiado na nossa tradicional amizade e camaradagem, requisitos indispensáveis para suportar dias tão difíceis.
Estas ironias e outras evasivas do género foram certamente importantes. Tudo servia para ajudar a minorar as inúmeras privações a que os marinheiros eram sujeitos, mas que, como militares, dedicadamente cumpriam o seu dever.
Em 1968, a Sra. Dona Rosa (Sra. Dona Rosita como ficou nas nossas memórias) esteve em Metangula em visita a seu marido, o saudoso Comandante Chuquere Gonçalves da Cunha e, para contribuir para o bom humor com que, nessa longínqua Base Naval, na margem do Lago Niassa, se procurava superar as dificuldades do dia a dia, pintou, e lá deixou, o quadro que ficou bem conhecido por todos os que por lá passaram.
Esse quadro que constitui uma espécie de ex-libris informal de Metangula, Comando da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa, foi trazido para Portugal, quando da independência de Moçambique, pelo Dr João Malheiro, então 2TEN RN, que o apresentou, com grande satisfação de todos os presentes, por ocasião de um almoço de “Gente de Metangula” em 25/5/2003.
Mais de 35 anos passados foi com o maior gosto que, em 22/3/2004, o Dr. Migães de Campos (ex 2TEN RN MN) e o CALM Espadinha Galo foram, com saudade, oferecer à Sra. Dona Rosita, uma reprodução reduzida desse quadro que, durante anos, acompanhou quem esteve em Metangula."
Que Deus dê paz à sua alma.


In memoriam
Rosa Gallego Fraxenet Gonçalves da Cunha
1926-2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

8 DE MARÇO - DIA DA MULHER

“A mulher saiu da costela do homem.
Não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior.
Saiu do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida, e ao lado do coração para ser amada.”

“Woman was created from man's rib.
Not from the feet to be trampled on, nor from the head to be superior.
But from the side to be equal, under the arm to be protected, and beside the heart to be loved.”

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Boicote a Pequim2008

Ainda entretive a ideia de que talvez umas olimpíadas ajudassem a China a ter vergonha do que se passa no seu país e encorajasse os cidadãos e as autoridades a tentar fazer algo para mudar as coisas. Mas já me convenci que isso não irá acontecer. As olimpíadas em Pequim só irão atirar areia para os olhos do mundo, que se conformará com pensar que as coisas não podem ser assim tão más ou que se o são agora irão deixando de o ser aos poucos.
As olimpíadas são uma celebração de várias coisas, entre as quais, a capacidade de um país, onde "nem tudo será assim tão mau", em realizar, organizar e levar a bom termo, um evento da relevância que têm.
É hipócrita celebrar desse modo um país como a China, onde todos os dias são atropelados os mais elementares direitos humanos, e por arrasto, dos animais. Claro que com os humanos também me preocupo, nem se põe a questão. Mas há movimentos e fala-se muito deles. Dos animais ouve-se pouco falar, ninguém os defende, não têm voz para falar...
Pelo respeito à vida, animal ou humana, e em memória dos estudantes da Praça Tianahmen, NÃO às olimpíadas na China! Boicote a Pequim2008!
Cliquem neste link para visualizar um video-documentário (atenção: imagens fortes) sobre a realidade chinesa quotidiana das "fur-farms", comércio de peles e...um desporto curioso (talvez uma modadlidade olímpica que pretendam apresentar em 2008): Alimente Leões Esfomeados Atirando-lhes Carneiros Vivos!
Que divertida e pedagógica maneira de passar um fim de tarde com as crianças!
YouTube link: http://www.youtube.com/watch?v=iP9U-iTg4DY
GoogleVideos link: http://video.google.com/videoplay?docid=1072522202098242477&hl=en

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Bom Ano!

E lá se foi mais um Natal e mais um ano...
Porque celebramos cada volta que o planeta dá ao sol?
Só porque os ciclos da Natureza se repetem? Está bem, é uma boa desculpa...e acho graça, contar as Primaveras...
Mas oiço dizer que já nem as estações do ano são o que eram..."el niño", aquecimento global (se o Al Gore diz que é verdade é porque deve ser...), o planeta está doente!
Ou a Humanidade repõe rapidamente a saúde do planeta, ou teremos que rapidamente inventar maneira de ir poluir outros planetas...
E assim se espalhará a Humanidade pela Galáxia e depois pelo Universo, como uma doença viral, à velocidade do "big bang"!
Descobrimos muito e inventámos mais ainda - mas não uma maneira de nos integrarmos equilibradamente no nosso próprio eco-sistema.
A descoberta da ferramenta, do utensílio, extensão do corpo, para facilitar as tarefas físicas, deixando mais tempo para as intelectuais, desbastou e devastou florestas, mares, recursos... deixando nada, senão uma vastidão de aridez!
Acho que nem a própria Mãe-Natureza contava com uma enrascada destas...produzir um vírus que se auto-destrói e leva tudo consigo no processo...!
Mas até lá, ainda faltam algumas Primaveras...
Que as voltas ao sol que nos restam nos tragam inspiração para ajudar a Natureza a desenrascar-se desta!
Que ao menos sejamos um vírus benigno, que dê lugar a um crescimento saudável, fecundo, equilibrado e condigno!
Mesmo que dando voltas a sóis insuspeitados, em planetas por descobrir...
Bom ano!